A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 05/03/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, no cenário atual do Brasil, percebe-se que a questão do analfabetismo digital é um desafio para que isso seja realizado na prática. Por esse motivo, devem ser analisados a escassez de medidas governamentais quanto à instrução tecnológica e a incapacidade de inúmeros brasileiros ao acessar à internet.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de medidas governamentais quanto à instrução tecnológica como o principal impulsionador do problema. Segundo a revista britânica “The economist”, em uma pesquisa realizada entre 100 países , o Brasil está na 66 posição da alfabetização digital. Todavia, infere-se que tal quadro é resultado de poucas ações, visto que, a sua ausência nos centros de ensino afastam a população da aquisição desses conhecimentos e a incompreensão dessas tecnologias, promovendo a exclusão dos indivíduos ao uso desses serviços. Logo, constata-se a necessidade de efetivar ações que assegurem tal aprendizagem.

Além disso, infere-se que a disparidade social nacional estende a possibilidade de conexão nas redes de informação. Nesse viés, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30% da população não tem acesso à internet no Brasil. Desse modo, aponta-se que essas configurações incapacitam milhões de indivíduos de entrar no ciberespaço. Em conseguinte, substancial parcela da sociedade se torna vitíma do analfabetismo digital dado o desentendimento de tais tecnologias. Dessarte, comprova-se a premência de atividades que patrocinem a acessibilidade do espaço eletrônico.

Conclui-se que, a questão do analfabetismo digital urge a colaboração das esferas governamentais. Em síntese, cabe ao Poder Público , por intermédio do Ministério da Educação , ensinar acerca das tecnologias virtuais , por meio de projetos pedagógicos à população, a fim de democratizar o conhecimento eletrônico. Outrossim, o Estado deve introduzir os indivíduos desconectados às tecnologias da informação, por meio da criação de “espaços wi-fi”, nas quais haverá a acessibildade gratuita. Por fim, se consolidará com o direito à educação e ao bem-estar social a todos os indivíduos.