A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 06/03/2021

Os analfabetos hoje não são mais as pessoas que não sabem ler ou escrever. Uma nova classe em desenvolvimento de gente sem os conceitos básicos para navegar pela internet começa a surgir e ampliar o grupo dos analfabetos digitais. Se o formato de ensino convencional brasileiro já é falho, imagine o que acontece quando despencamos um esquadrão de indivíduos mal instruídos para o meio virtual com a liberdade de fazer o que quiser.

Essa conversa vai de tom de dificuldade a um obstáculo sem prévia. Já que há pessoas que não sabe o que é Wi-fi , que não tem e-mail e tão pouco sabe o que é um smartphone.  A causa do analfabetismo tecnológico é associada à “exclusão digital”, denunciada em todo o mundo como a forma mais moderna de violência e modalidade sutil de manutenção e ampliação das desigualdades. Tal exclusão não se dá apenas no interior das classes sociais de um país, mas também entre nações e continentes. Assim, os crimes e abusos serão uma realidade cade vez maior. Tornará uma cena assustadora no qual basta apenas colocar o aparelho na tomada e afundar-se em um mundo com variações de fake news, pedófilos e fotos duvidosas, trazendo à tona a pornografia e dentre outros.

Na prática teremos mais gente com o dispositivo na mão, mas que não saberá ao certo para que serve. Além disso, o Brasil abrange uma grande quantidade e  qualidade de conteúdo online disponível, mas refere-se a parte de pessoas com capacidade em “ler” o mundo digital e mexer com a tecnologia moderna. Inquestionavelmente, ser sábio em internet é o sujeito “escolado”, que “se vira bem” na web. A pessoa precisa ser competente para recuperar, selecionar e consumir informação que é disponibilizada em mídias diferentes das tradicionais. Ou atinge um patamar mínimo ou está fora da corrida pelo conhecimento deflagrada pela era da educação digital. Ao propósito, nunca é cedo para ensinar e tampouco tarde para aprender. Com base nos estudos, teremos um cenário caótico nos próximos anos com a falta de zelo pelo operacional da cena digital.

Em suma, apesar de o Brasil ter uma guerra de operadoras que tornam os serviços de internet cada vez mais fáceis de acessar, o país ainda tem seu avanço travado pelo nível de preparo e educação digital. Com finalidade de melhorias, o TI (Tecnologia da informação) deve repensar em sistemas melhores, reconsiderar programas de estágios mais atrativos e estimular o aprendizado para a vida. Evitar o analfabetismo digital e que muitos brasileiros que não tem acesso á tecnologia consigam buscar oportunidades de transformar suas vidas, inseridos no virtual de forma clara.