A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/03/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico com maior importância no território nacional, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação e ao lazer. A tecnologia vem, a cada dia, trazendo esses recursos em um só lugar, a internet. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, principalmente quando observamos o analfabetismo digital, dificultando, deste modo, a universalização desse direito.
O inventor e fundador da Apple, Steve Jobs, afirma que “A tecnologia move o mundo”. De fato, o meio digital nos proporciona diversos tipos de aprendizados além da troca cultural e do acesso ao mercado de trabalho. Nesse viés, devemos refletir até que ponto vai a nossa liberdade nessas redes, evitando assim o vazamento de dados pessoais e divulgação de notícias falsas.
Apesar de ser importante o acesso a essas tecnologias, há entraves na realidade brasileira. De acordo com um levantamento de 2019 pelo instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA), mais de 30% da população não tem acesso a internet e meios digitais. Esse baixo acesso é ocasionado, principalmente pela desigualdade social, uma vez que essa parcela da sociedade tem como prioridade, infelizmente, o trabalho desde cedo.
Infere-se, portanto, que o analfabetismo digital é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao ministério da educação ampliar o acesso às novas tecnologias em escolas, por meio do redirecionamento de verbas para aquisição de computadores e, também, para formação de professores capazes de ministrar aulas, para que essa tecnologia se torne mais democrática, atingindo diversas parcelas da população. Cabe também a esse ministério a divulgação nas próprias plataformas de cartilhas, explicando os pós e os contras do mundo virtual, melhorando assim a convivência, a segurança e a garantia de lazer.