A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/03/2021

O ciberespaço é o símbolo de um período da história humana marcado pela comunicação eletrônia e pelas mídias digitais, influenciando, direta ou indiretamente, a educação e os modos de ensino e aprendizado. Nesse sentido, tal perspectiva não se faz presente no contexto brasileiro, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, destaca-se a necessidade de discutir sobre a importância das ferramentas digitais e a desigualdade social.

A princípio, evidencia-se através do espeço cibernético a possibilidade do acesso ao conhecimento, a facilitação da interatividade e da troca de saberes e informações, comumente desmotivada pela falta de incentivo. Segundo Steve Jobs, empresário, a tecnologia tem grande influencia no mundo contemporâneo. Dessa forma, é preciso que as escolas e os professores sejam mediadores do conhecimento transdiciplinar a ser construido com o uso desses instrumentos, reorganizando a racionalidade comunicativa em estratégias educacionais no ambiente virtual. Logo, fica claro valor das ferramentas digitais, não só para o estabelecimento mais consistente de um dialogo entre os alunos e a tecnologia, mas para um transformação pedagógica e metodológica do ensino que o contexto atual pede.

Paralelo a isso, existe um fator que agrava o analfabetismo digital, a questão da falta ou a precariedade do acesso a rede. De acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade no país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nesse âmbito, a falta de familiaridade, de grande parcela da população, com o ciberespaço gera a impossibilidade da adaptação do uso dessa ferramenta, que se agrava ao momento que as instituições não ofertam uma educação formadora para o domínio desses mecanismos. Consequentemente, as pessoas devido a sua condição social vão se ver impedidas de ter acesso a tecnologia.

Portanto, faz-se necessário medidas para minimizar a problemática em questão. Cabe ao Ministério da Educação ampliar a introdução das novas tecnologias nas escolas, uma vez que o PNE (Plano Nacional de Educação) previu a universalização do acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade, por meio da distribuição de verbas para aquisição de computadores e para a formação de professores e alunos, a fim de garantir que as comunidades tenham contato com as tecnologias a partir das escolas públicas. Assim, a perspectiva do ciberespaço se fará mais presente no contexto brasileiro combatendo o analfabetismo digital.