A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/03/2021
Steve Jobs, criado da Apple, afirmou que a tecnologia move o mundo e exerce grande influência sobre a contemporaneidade. Nesse viés, no contexto brasileiro, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para minimizar o impasse, o qual é agravado não só pela disparidade socieconômica, como também pela falta de formação no âmbito educacional.
Sob essa ótica, convém ressaltar o impacto da disparidade social no acesso da sociedade aos recursos digitais. Nesse sentido, de acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade em um país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que uma parcela da população não possua familiaridade com o ciberespaço, o que impossibilita o uso dessa ferramenta. Dessa forma, devido a sua condição social parte dos brasileiros são privados do acesso a tecnologia, fato que agrava ainda mais o cenário.
Outrossim, é imperativo destacar a falta de educação formadora como um dos fatores que validam a persistência do imbróglio. Segundo Roger Chatelier, grande historiador conteporâneo, a escola deve funcionar como uma ponte que o Poder Público intervém na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Entretanto, no País, esse ideal não é concretizado, pois as instituições de ensino não ofertam uma formação voltada ao domínio desses mecanismos tecnológicos. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar seus discentes, o entrave do analfabetismo no campo da tecnologia perdurará sobre o Brasil.
Destarte, evidencia-se a premência de ações interventivas para conter o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para tanto, o Governo Federal deve investir em regiões menos privilegiadas economicamente, para garantir condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Ademais, compete ao Ministério de Educação, órgão responsável pelas política nacionais educativas, por meio de amplo debate entre Estado, professores e famílias, introduzir novos métodos eficazes de ensino, com o fito de transformar a educação brasileira e, consequentemente, promover a afabetização da sociedade no que tange a tecnologia no País. Feito isso, o Brasil, poderá, gradativamente, mudar o quadro exposto no Índice de Gini.