A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/03/2021

Cunhado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, em 1997, o ‘‘Analfabetismo digital’’ é a dificuldade da utilização dos meios digitais devido a falta de conhecimento. Diante disso, apesar do relevante acesso à tecnologia, ainda existem entraves na realidade brasileira atual, que impedem que muitos usufruam do beneficio da tecnologia. Nesse sentido, tais barreiras permeiam entre a exclusão do acesso a democratização da internet pelo governo e a falta de inclusão da informática na educação, as quais fazem com que grande parcela social se enquadrem no título de analfabetos digitais.

Em primeira análise, de acordo com o Pisa, Programa Institucional de Avaliação de Alunos, em 2015 - 20,19% dos alunos responderam que a escola possui computadores que não são utilizados por eles. Nesse sentido, essa realidade vista nos dados podem ser justificada, pois mesmo sendo  um pequeno percentual de estudantes que não possuem acesso a esses aparelhos tecnológicos e apesar dos investimentos do governo na implantação da internet em algumas  escolas, essa aplicação ainda é insuficiente no combate ao analfabetismo digital, visto que, um dos grandes problemas enfrentados por essas instituições é a falta do uso da informática para uma boa formação acadêmica. Esse desleixo governamental tem como consequência a falta de conhecimento dos meios digitais por esse alunos e uma má preparação na ingreção futura, dessa parcela social, ao mercado de trabalho.

Ademais, a exclusão e irrelevância do alfabetismo digital para as autoridades públicas impossibilita o acesso e a democratização do conhecimento dessas plataformas pela população menos favorecida. Isso acontece porque, embora, nos dias atuais, o Brasil apresente uma boa liberdade de acesso à rede, a alfabetização digital, em contra ponto, vem sendo negligenciada devido à mentalidade capitalista da sociedade. Esse pensamento populacional faz com que os investimentos sejam voltados às partes mais ricas  do país, ocasionando, assim, uma  desigualdade nas regiões, sobretudo as mais pobres, as quais não tem acessibilidade à aparelhos eletrônicos. Prova disso é que, segundo o relatório da revista britânica ‘‘The Economist’’, o Brasil ocupa a 31º posição ( em 100 países) no ranking que avalia preparo, facilidade de acesso, disponibilidade e relevância da internet nível global e quanto à alfabetização digital, o país ficou em 66º posição.

Portanto, com base na questão da analfabetização digital, cabe ao Ministério Da Fazenda direcionar investimentos as regiões menos favorecidas, por meio de verbas voltadas a essa camada populacional, com o intuíto de garantir a democratização à acessibilidade na inclusão digital  e  auxiliar na capacitação e formação de professores e alunos para maior inclusão,  conhecimento e preparação  da informática na educação.