A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/03/2021
Desde o início dos anos 2000, entramos em uma era denominada de “Era Cibernética”. O aparelhos eletrônicos e a internet, que eram itens de luxo nos anos 90, passaram a ocupar, gradadivamente, os lares brasileiros. Contudo, ainda vivemos em um país travado pela falta de preparo, no que concerne a educação digital. A dificuldade de acesso, principalmente entre os mais velhos e os pobres, cumulada a ausência de políticas públicas nesse toar, corroboram para a existência, cada vez mais patente, da questão do analfabetismo diginal.
No entendimento do dramaturgo George Bernard Shaw, a ciência nunca resolve um problema sem criar pelo menos outros dez. É neste talante que observamos o paralelo entre a tecnologia e o analfabetismo digital. Isto porque, este segundo fenômeno, nos trouxe o convívio com questões jurídicas antes inesperadas, como a disseminação de fake news, o encetamento de crimes digitais e a quebra de sigilo de dados, que comprometem a segurança das pessoas em sua vida digital e privada. Estanto o surgimento dessas demandas, diretamente ligados a ausência de preparo adequado e devido conhecimento tecnológico pelos cidadãos.
Não obstante, para além do panorama jurídico, outras grandes questões passaram a ser evidentes, após o cenário ocasionado pela pandemia de Covid-19. Com a determinação de “lockdown”, por muitos estados brasileiros, e o estabelecimento de aulas online, nos deparamos com uma grande quantidade de pessoas que ainda não possuem acesso à internet, à aparelhos eletrônicos ou que, até mesmo possuem, mas não sabem fazer uso mínimo das plataformas e aplicativos digitais.
Com essas constatações, observamos que a técnologia, traz consigo, o analfabetismo digital. Ora, para minimizar esse fenômeno, é precisso que Estado, escolas e sociedade cívil, se organizem na prática de políticas públicas, que envolvam não só o fornecimento de internet e facilitação de acesso à aparelhos, aos mais necessitam, mas também que promovam a adequada capacitação da população, promovendo o letramento digital.