A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/03/2021
Ao analisar a sociedade através da tecnologia, é possível notar um padrão onde, em conjunto das inovações, vem a demanda pela adaptabilidade do ser humano ao novo meio. Sendo assim, a capacidade de aprender a lidar com o novo normal é tida como um fator essencial no ajuste do indivíduo no meio em que se encontra e, atualmente, devido à onda originada pela Terceira Revolução Industrial, a instância por conhecimento estipula como norma social, o domínio básico da computação em prol do encaixe do cidadão brasileiro na realidade digital, não apresentando espaço para analfabetismo na área.
Em primeiro lugar, é notável o superficial incentivo voltado a classes mais necessitadas, quando se trata de conhecimento digital. O Projeto UCA: Um Computador por Aluno, posto em teste pelo governo em 2007, é um dos maiores exemplos: houve a distribuição de laptops para diversos alunos e docentes, mas por falta de assistência técnica, falta de computadores e ausência de instruções de como proceder com o material, ele foi um fracasso. Além disso, de acordo com Agência Brasil, um a cada quatro brasileiros não possui acesso à internet, totalizando cerca de 46 milhões de pessoas. Isso deve-se ao fato de que para muitos, internet de qualidade é um luxo inviável, quando pesada na mesma balança de prioridades como água, eletricidade e comida.
Nota-se também, que a taxa de empregabilidade do individuo é afetada por seus conhecimentos em informática e sua habilidade de se comunicar no mundo digital. Caso contrário, ao não atender a esses requisitos, além de virar estatísca no alto índice de desemprego, o cidadão também fica exposto à exclusão social por não saber se adaptar à nova realidade, ao não possuir endereço de email ou um perfil em rede social. Além disso, aqueles que estão em constante acesso com tal mundo, não escapam da periculosidade presente, já que a grande confiabilidade das pessoas em informações provenientes das redes sociais, as expõe à riscos como golpes, trotes e vazamento de dados, como o noticiado em março de 2021.
Diante do exposto, é possível reforçar o impacto que colaboração a ser exercida por órgãos como os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e da Justiça e Segurança Pública causaria ao desenvolver formas de conscientizar a população da importância da proteção de seus dados na internet, através da promoção e divulgação de conteúdos acessíveis que permitam à qualquer pessoa, independente de ramo e faixa etária, tomem conhecimento de como se adequar ao novo normal e de como fazê-lo com a devida segurança.