A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/03/2021
O livro “A Quarta Revolução Industrial”, escrito por Klaus Schwab, defende a ideia de que o mundo, nos próximos anos, passará por uma transição em que a tecnologia moldará a indústria. Sob essa ótica, o Brasil encontra-se em desvantagens perante os outros países, devido ao corrente elevado número de analfabetos digitais no país. Diante disso, faz-se imprescindível a implantação de medidas interventivas para conter a questão, a qual é agravada por causa da desigualdade socioeconômica e da carência de interesse no âmbito educacional.
É indubitável que, a diferença entre classes no Brasil, suscita e agrava diversos problemas no país. Assim, essa narrativa decorre, também, no ramo do analfabetismo digital, tendo em vista que o Brasil, em um ranking que teve entre os parâmetros de avaliação a facilidade de acesso e a disponibilidade da internet para a população, aparece na 31° posição entre cem países. Dessa forma, fica evidente que a condição financeira é determinante na familiaridade que cada cidadão tem como o ciberespaço. De tal maneira, parte da população é impedida de ter acesso a tecnologia, a qual é de suma importância na sociedade hodierna.
Outrossim, é importante destacar que a falta de uma educação digital nas instituições faz com que a problemática supracitada permaneça. Segundo Roger Chatier, grande historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Entretanto, isso não é vigente no Brasil, pois não há uma formação primária que ensine os alunos a dominarem ferramentas tecnológicas. Desse modo, casa haja permanência do atual modelo de ensino, o entrave do analfabetismo digital perdurará sobre o país.
Diante do exposto, vê-se necessária a tomada de medidas interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo o território brasileiro. Para isso, o governo deve investir em ações que busquem levar a tecnologia a lugares desfavorecidos e, também, pode agir cobrando que as empresas de internet ofereçam à população, planos mais acessíveis financeiramente, a fim de propor uma igualdade em todas as regiões. Cabe, também, ao Ministério da Educação inserir matérias de educação digital nas escolas, com o intuito de iniciar uma geração que tenha maior intimidade com o meio tecnológico. Feito isso, o Brasil poderá aumentar a proficiência digital no país.