A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 23/03/2021
É de conhecimento geral que Constituição Federal de 1988, em seu art.6°, assegura o direito a educação como indispensável a todos os cidadãos brasileiros. Porém, ao observar o quadro atual, percebe-se uma perspectiva totalmente diferente, principalmente no que diz respeito à alfabetização digital. Isso ocorre, sobretudo, não só com relação à falta de medidas governamentais, como também à falta de estrutura das instituições escolares.
Em vista desse problema, vale ressaltar à falta de medidas governamentais para combater o Analfabetismo Digital no Brasil. Nesse sentido, tal problemática persiste, pois as verbas que deveriam ser destinadas a esses fins são desviadas pelos governantes. Esse impasse acaba gerando um número maior de analfabetos digitais. Segundo o IBGE, em 2018 cerca de 49,5 milhões de pessoas não tinham acesso a internet. Essa situação, de acordo com o filósofo Jonh locke caracteriza-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não está cumprindo o seu papel.
Além disso, torna-se viável, indicar a desestruturação das escolas como um dos fatores para esse aumento. Com base, em uma análise feita pelo IEDE ( Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional ) em 2018- 20,19 % dos alunos afirmaram não haver computadores em suas escolas. Logo, tal quadro de ser rapidamente revertido.
Diante do Exposto, o analfabetismo digital é nítido que o Ministério da Educação, destine verbas para a construção de salas de informática em espaços públicos e com o seu acesso gratuito, como também, nas escolas, a fim de que um maior número de pessoas tenha acesso a esse meio. Assim, se formará uma sociedade mais igualitária, onde o “contrato social " não será violado, como afirma Locke.