A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/03/2021
O termo “analfabeto digital” foi cunhado em 1997, pelo jornalista Gilberto Dimenstein e remete aos indivíduos que não sabem lidar com mecanismos digitais. Posto que a internet seja essencial para o dia a dia do cidadão brasileiro, cabe analisar os motivos que levam o grupo social vigente a esse lamentável problema.
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2019, 67% da população possuía acesso a internet. Logo, nota-se que há disponibilidade de acesso às tecnologias para boa parte da população, porém não há uma preocupação por parte das autoridades em relação a esse tema. Com isso, pessoas de idades mais avançadas simplesmente não sabem como entrar no ambiente virtual, já que não foram ensinadas a lidar com essa realidade.
“A tecnologia move o mundo”, diz Steve Jobs, inventor e fundador da Appe. Isto é, a maior ferramenta dos tempos é a tecnologia. Pode-se perceber claramente os malefícios do analfabetismo digital nas seguintes situações: busca por um emprego, comunicação rotineira, conhecimentos globais, uso de caixas eletrônicos, etc. Assim, verifica-se que este mundo está cada vez mais digital e faz-se necessário também, a modernização dos indivíduos.
Nesse âmbito, o Ministério da Educação, junto com a mídia e a imprensa, devem investir em ações que visem a disponibilização das tecnologias nas escolas, através da criação de verbas para a aquisição de aparelhos digitais e funcionários capacitados, a fim de que todos tenham acesso ao mundo digital, em princípio nas escolas.