A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 19/03/2021

Apesar das tecnologias digitais estarem ganhando alta relevância na atualidade, o acesso às mesmas ainda é muito deficitário no Brasil. Diante desse cenário, existem diversos entraves que configuram uma barreira na globalização do acesso e um deles advém do analfabetismo funcional. Além disso, no país, cerca de 11 milhões de pessoas analfabetos funcionais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e 170 milhões são analfabetos digitais. Entretanto, não se trata apenas de saber utilizar a internet ou manusear um aparelho de telefone ou computador, o problrma se estende à educação que se tem no meio cibernético e barra o desenvolvimento socioeconômico do país.

Em contrapartida, o fenômeno da evolução da escrita proporcionou avanços tecnológicos e, dessa forma, estabeleceu a inovação do meio em que vivemos. Não obstante, a comunicação se tornou fundamental e tem destaque positivo, no que tange a digitalização. Similarmente, na contemporaneidade, o desenvolvimento socioeconômico de um país está atrelado à educação digital que ele possui e , por consequência, é de suma importância que a nação esteja preparada para lidar com os desafios advindos da tecnologia. Em contraste, segundo o historiador francês Roger Chartier, as inovações tecnológicas ajudam a democratizar o acesso à cultura, que é de grande relevância na ampliação desse fator em escala global, pois consiste na formação da educação.

No entanto, o Brasil está longe do ideal de globalização. A priori, além do elevado índice de analfabetismo funcional, a falta de instruções correta do uso das redes sociais se soma à onda de fake news. A saber, de acordo com a Revista Forbes, o Brasil está em 3º lugar no ranking de consumo de notícias sem senso de realidade, por outro lado, a Suécia lidera no investimento de educação digital. Decerto, o formato do ensino brasileiro precisa de alterações, por exemplo, de acordo com o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), aproximadamente 20% dos estudantes afirmam não utilizarem os computadores da escola. Como resultado, a desigualdade social é evidenciada nesse cenário de abundante analfabetismo.

Em síntese, diante do exposto, cabe a intervenção governamental para obter uma solução eficiente do problema. Dessa maneira, o Ministério da Educação (MEC) deve ampliar o acesso à internet a partir das escolas, haja visto que o PNE (Plano Nacional da Educação) previu a universalização do acesso à rede de computadores com banda larga de velocidade, assim, por meio da distribuição de verbas para aquisição de computadores na rede pública, a fim de  garantir que o acesso seja amplo e a partir dos estudantes da rede pública de ensino seja garantida uma melhor formação.