A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/03/2021
O conceito “analfebetismo digital” foi criado pelo jornalista Gilberto Diemenstein, em 1997. Esse dado gera uma reflexão, pois percebe-se que existem pessoas analfabetas digitalmente desde que os aparelhos eletrônicos foram popularizados. Apesar dos inúmeros benefícios, a internet e muitas coisas que a envolve, geram problemas que precisam ser analisados.
O Brasil encontra-se na sexágesima sexta posição em um ranking que avalia alfabetização digital, de acordo com uma pesquisa feita pela revista “The Economist”. E infelizmente esse dado mostra que o país ainda tem seu avanço travado pelo nível de preparo e educação digital. Nesse contexto, é interessante destacar o termo “cidadania digital”, que se trata sobre o uso responsável das tecnologias pelas pessoas. Como cidadãos, temos o direito e o dever de sabermos usar corretamente as inovações tecnólogicas que surgem ao nosso redor, mas infelizmente alguns não têm esse acesso, já outros tem, mas não usam adequadamente, confiando em qualquer plataforma online.
Outro fator que gera o analfabetismo digital é que 33% da população brasileira, de acordo com o IPEA, não tem acesso à internet e uma outra parte significativa não tem acesso as ferramentas digitais, o que faz com que essa porção de pessoas não usufruam das vantagens que o mundo digital oferece, dificultando não só o seu, mas o país, no desenvolvimento social e econômico. E essa idéia é provada quando percebe-se que o Brasil está na trigésima primeira posição do ranking que avalia acessibilidade, disponibilidade e oferta da internet em nível global, de acordo com a mesma revista citada no páragrafo anterior.
O desejo é que esses índices mudem, pois vivemos em uma sociedade que está cada vez mais dependente da tecnologia, o futuro não pertencerá a quem souber usá-la, mas sim aqueles possam geri-la. O ministério da educação deve implantar conteúdos sobre educação digital em escolas, e tornar essa matéria obrigatória. É preferivel que a educação tecnológica aconteca ainda na infância, para que as crianças não usem os recursos tecnólogicos como passatempo, e sim como uma poderosa ferramenta para se desenvolverem socioêconomicamente. E para os mais velhos que têm dificuldades, o governo, juntamente com ministério da educação, deveriam dar palestras em praças, auditórios, entre outros; e criar um espaço na prefeitura, um lugar com pessoas capacitadas para tirar qualquer dúvida da população sobre o mundo digital. Quem sabe assim, alguns desses problemas sejam amenizados e as pessoas procurem aprender sobre algo que não só ja mudou, mas continua mudando a cada dia nossa realidade, e como disse Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”.