A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 28/03/2021

Stove Jobs, criador da Apple,declarou que a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Entretanto, no contexto brasileiro tal perspectiva não se faz presente, visto que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para conter essa adversidade, a qual é agravada devido a desigualdade socioeconômica e a falta de formação educacional.

Diante desse cenário, convém ressaltar o impacto da disparidade social no acesso da sociedade aos recursos digitais. Nesse sentido, de acordo com o índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade do país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Assim, essa terrível disparidade faz com que parcela da população não tenha familiaridade com o espaço digital, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar ao uso dessa ferramenta. Dessa forma, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso à tecnologia, o que prejudica a dignidade humana.

Outrossim, evidencia-se a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Nesse contexto, segundo Roger Chartier, historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Contudo, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, uma vez que as escolas não oferecem uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que minimizem o analfabetismo digital no território brasileiro. Para isso, o Governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de acesso tecnológico. Ademais, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio do debate entre Estado, professores e família, introduzir métodos eficazes, e consequentemente, promover a alfabetização da sociedade no tangente à tecnologia do país. Assim, o Brasil poderá mudar o cenário exposto pelo índice de Gini.