A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 02/04/2021

A globalização, a partir dos progressos na comunicação e no transporte, permitiu diversos avanços tecnológicos, que resultaram em uma sociedade global mais conectada. Esse fenômeno facilitou o acesso de muitos indivíduos do mundo a Internet e também suas vidas sociais, culturais e econômicas. Apesar de ser extremamente relevante o acesso a Internet e a essas tecnologias, há ainda entraves na realidade brasileira, como o analfabetismo digital, este que tem como raiz, por exemplo, a não utlização de aparelhos eletrônicos nos âmbitos educacionais.

É importante ressaltar, de início, que o acesso a Internet e a tecnologias se faz essencial no mundo globalizado atual, visto que, a maior parte das relações criadas pelos seres, são feitas a partir delas. Relações comerciais, estudantis, sociais e de trabalho, são feitos, hoje, a partir de aparelhos e da Internet. Por exemplo, nesta pandemia da Covid-19, devido ao isolamento social, o meio mais rápido de comunicação é a partir da troca de mensagens e chamadas de vídeos. Ou seja, a tecnologia está presente em todos os lugares, por isso se faz tão necessário ter acesso a ela e ententer seu funcionamento e seus mecanismos. Sobre este acesso, de acordo com IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),  67% da população brasileira (acima de 10 anos) possui acesso a Internet, sendo assim, cabe agora resolver os entraves.

Destacando os entraves, temos ainda um percentual de 33% da população brasileira que não tem acesso à tecnologias, de acordo com IPEA. Este fator anuncia que estes não possuem o acesso a informação instantânea, dessa forma, não fazem parte do mundo globalizado, o que resulta em perdas de conhecimento, cultura, política e de trabalho para eles. O mundo atual requer a presença de Internet e tecnologias nas vidas dos indivíduos, então, se faz necessário que os jovens, desde pequenos, tenham este acesso nos ambientes escolares. Porém, esta não é a realidade de muitos estudantes brasileiros. Segundo o Pisa 2015 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), 20,19% dos alunos responderam que os computadores de suas escolas não são utilizados por eles. Estes dados evidenciam que mudanças devem ocorrer.

Portanto, cabe às instituições educacionais ampliarem o acesso a Internet e a novas tecnologias nos seus ambientes, por meio de direcionamentos de verbas para a aquisição de aparelhos eletrônicos (computadores, celulares e trablets) e para formação de professores. Dessa forma, os estudantes e as comunidades teriam acesso às tecnologias e compreenderiam seu funcionamento e seus mecanismos, possibilitando melhores oportunidades para população brasileira.