A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/04/2021

A Constituição Federal de 1988 é o documento legal mais importante do Brasil, que estipula o direito inerente à inclusão digital de todo cidadão brasileiro. No entanto, ao observar o analfabetismo digital no Brasil, esse privilégio não se refletiu na prática. Dessa forma, a universalização desse importante direito social fica prejudicada. Diante desses pontos de vista, é necessário analisar os fatores que levam a essa situação.

Em uma primeira análise, deve-se destacar que o governo carece de medidas para lidar com o conhecimento sobre o uso da Internet. Nesse sentido, fica claro que o direito à inclusão digital é violado, em um mundo tão globalizado, as pessoas estão realmente isoladas de outras populações e sabem mais sobre a Internet, até mesmo nas mídias digitais. Segundo o filósofo do contrato John Locke, essa situação viola o “contrato social” porque o Estado não desempenha a função de garantir que os cidadãos tenham seu direito à inclusão digital, o que é evidente no país.

Além disso, deve-se destacar que o custo da Internet para a classe mais pobre é alto, que é a força motriz do analfabetismo digital no Brasil. Segundo dados da (Accessible Internet Alliance), 20% das pessoas mais pobres usam 8% de sua renda para comprar 1GB de armazenamento, o que impossibilita o uso da Internet e o estudo no século XXI. Diante disso, essa população precisa escolher entre comer e ser escolhida cada vez mais pela sociedade “online”, o que perpetua o analfabetismo digital. Portanto, é inaceitável que essa situação continue existindo.

Portanto, esses obstáculos precisam ser superados. Para isso, é fundamental que o Ministério da Infraestrutura construa antenas e instale hotspots wi-fi em áreas carentes de todo o Brasil por meio de uma parceria público-privada para reduzir o preço da Internet e fornecer instruções sobre como usar a Internet. Para integrar essas pessoas na sociedade virtual de um país cada vez mais conectado. Portanto, como disse John Locke, o estado cumprirá adequadamente seu “contrato social”, consolidando assim uma sociedade cada vez mais online e democrática.