A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/03/2021
A partir da Revolução Técnico-Cientifica iniciada na segunda metade do século XX, a internet consolidou-se como uma ferramenta essencial ao mundo pós-moderno. Todavia, apesar da sua ampla aplicabilidade na rotina hodierna, é notório que um grande contigente de brasileiros não está completamente hábil ao manuseio tecnológico, de modo a emergir a questão do analfabetismo digital. Nesse sentido, a insuficiência instrucional na educação do país torna mais propícia a vulnerabilidade no meio cibernético.
Com efeito, ressaltam-se as escassas aferições na busca da garantia ideal do uso digital. Sob esse óptica, a Constituição Federal de 1988 estabelece, como um de seus princípios norteadores, a cidadania. Contudo, esse princípio jurídico não estende-se completamente ao quesito tecnológico, visto que, majoritariamente, a dinâmica educacional não contempla essa categoria. Logo, de modo paradoxal, mesmo com o contato com a internet cada vez mais precoce, a imprudência na sua utilização é proeminente.
Posteriormente, como reflexo desse quadro, a integridade dos usuários digitais pode ser comprometida. Por essa óptica, evidencia-se a grande incidência de golpes e de ataques hackers, com destaque ao megavazamento de dados dos brasileiros ocorrido em janeiro de 2021, no âmbito cibernético do País. Posto isso, pelo exacerbado nível de confiança nas informações contidas na rede e pela ingerência utilitária de ferramentas na internet, os cidadãos tornam-se, alarmantemente, suscetíveis à intempéries graves que provém do não discernimento prévio necessário a internet.
Diante disso, o combate ao analfabetismo digital é primordial. Assim, urge que o Estado, por meio do redirecionamento de verbas previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprimore o abordagem digital no ensino público. Nesse projeto, as instituições educacionais disporiam de um centro de oficinas equipado com computadores e tablets, a fim de que — com o acompanhamento assertivo do corpo docente e de profissionais da informática — os estudantes possam, a datar da infância, usufruir da educação tecnológica para o desenvolvimento correto e regrado de todas as suas prestabilidades.