A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 04/04/2021

“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”. A frase de Alvin Toffler parece fazer alusão à questão do analfabetismo digital na sociedade Brasileira, mormente no que se referem à terceira idade, a qual apresenta vultosas adversidades para se alfabetizar tecnologicamente. Nessa lógica, com a finalidade de notabilizar estes obstáculos, cabe perscrutar a consequência de, atualmente, a tecnologia ter se metamorfoseado em uma extensão da existência física, sendo impreterível para possuir uma aprazível experiência social.

Em primeira análise, é indispensável conhecer as principais dificuldades da população idosa para lidar com a tecnologia moderna. De acordo com a pedagoga, mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Kely Cristina Pereira Vieira, a maior dificuldade que os idosos têm para lidar com as novas tecnologias é o preconceito. “A princípio, acham que tecnologia não é para eles, depois se encantam”, ela afirma. A segunda dificuldade é que faltam especialistas aptos a ensinar eles, pois os métodos que devem ser utilizados são diferentes dos habitualmente utilizados para adultos. “A principal diferença é que essa faixa etária tem dificuldade em memorizar o passo a passo para acessar os softwares e aplicativos, por isso precisam de uma sequência bem determinada para aprender. Não podemos sair do padrão”, explicita a profissional.

Outro ponto relevante, nesse contexto, é a frase do cientista alemão, Albert Einstein: “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia” . Nessa lógica, é possível estabelecer uma correlação entre o pensamento de Einstein e a questão do analfabetismo digital no Brasil. A partir disso, evidencia-se que cada vez mais, a sociedade cria maior dependência da tecnologia, principalmente, na comunicação e na socialização. Portanto, torna-se incontestável que, preliminarmente, o não-pertencimento e/ou a dificuldade de pertencer à era digital resulta em uma exclusão social.

Diante do exposto, conclui-se que é essencial, então, que medidas sejam tomadas para aplacar essa conjuntura. Cabe ao Ministério do desenvolvimento social, em coadjuvação com o Ministério da Educação, viabilizar e criar medidas sociais e educacionais, para auxiliar alfabetização digital da população. No qual, essas propostas devem realizar a inclusão digital e lecionar a importância da tecnologia na comunicação e socialização. Assim, estas asseguraram uma adaptação mais corriqueira às novidades tecnológicas, aderidas pela sociedade. Desse modo, as objeções da alfabetização tecnológica no Brasil serão vencidas.