A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/04/2021
Em meio a tantos recursos tecnológicos disponíveis na civilização atual, é improvável que conheçamos alguém que não o mesmo universo que nós. Porém, existem pessoas que desconhecem os meios digitais. De acordo com estudos realizados pela revista “The Inclusive Internet Index 2019”, o Brasil não possui recursos o suficiente para sustentar a utilização de equipamentos tecnológicos avançados, além da falta de conhecimento sobre esses aparelhos na sociedade brasileira. Esses fatos são resultados da desigualdade social e da falta de acessibilidade em projetos governamentais na contemporaneidade.
Em razão ao desenvolvimento tardio industrial, o Brasil é caracterizado como país subdesenvolvido industrializado, pois necessita economicamente de países desenvolvidos. Esse fator influencia diretamente nos recursos oferecidos pelo governo, já que depende de países como os Estados Unidos para obter os recursos digitais. Por isso, é incomum encontrar instituições sociais que disponham de recursos digitais essenciais para seu funcionamento. É possível identificar esse resultado ao comparar a disponibilidade de meios digitais em uma escola particular a uma pública financiada pelo estado.
Além disso, a renda brasileira é distribuída pela população de forma desigual. Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa o nono lugar no ranking de países mais desiguais do mundo. Dessa maneira, o analfabetismo digital intensifica-se gradualmente, já que somente uma pequena parcela da população, denominada como classe alta, consegue usufruir dos benefícios digitais. Isso ocorre porque os preços de aparelhos digitais disponíveis no mercado contemporâneo são altos, dificultando o consumo desses em classes sociais inferiores.
Portanto, para diminuir os números do analfabetismo digital, é ideal o investimento vindo do governo em áreas digitais que serão disponibilizadas para a população e o combate contra a desigualdade social. Pode-se realizar campanhas sociais que prestem auxílio aos recursos tecnológicos, além de incentivo financeiro em instituições públicas, priorizando o ensino. Dessa forma, será possível que grande parte da população desenvolva um conhecimento profundo sobre as inovações tecnológicas, enriquecendo o ensino geral e podendo criar alternativas para alcançar outros objetivos, como melhores condições de vida.