A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/04/2021

“O Brasil é um país do futuro”, enunciou Stefan Zweig em uma de suas primárias vindas à nação. Judeu e Austríaco, o historiógrafo fugiu de seu país no auge do comando de Adolf Hitler, e encontrou uma segunda morada no território canarinho. No entanto, quando se observa a ignorância digital, identifica-se que o presságio não saiu da teoria. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a importância da proteção dos usuários on-line e a falta de conhecimento digital no país.

Em primeiro plano, podemos destacar que a falta de segurança nas navegações on-line facilita a ocorrência de cibercrimes, principalmente em paises com uma grande população, como o Brasil. Desse modo, segundo a União Internacional de Telecomunicações (ITU) - índice que averigua a responsabilidade com a segurança cibernética dos paises, tendo em consideração critérios como a legislatura para cibercrimes, sistemas de proteção on-line infantil e procedimentos antiataques -, o Brasil têm a 6ª colocação entre os paises das Américas. Conquanto, evidência-se que a nação tem uma infraestrutura adequada, mas o monitoramento dos sistemas on-line deve ser melhorado.

Além disso, é notório a fragilidade da educação tecnológica pela elevada taxa de propagação de fake news. Consoante a isso, Joseph Goebbels, ministro de propaganda alemã durante o governo nazista, disse: “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”, demonstrando uma das estratégias para manipular a população da época, assim como hoje, por meio da internet, essa estratégia é usada por diversos sites, com o intuito de enganar o usuário aproveitando-se da sua ignorância nas redes. Sendo assim, é inconvertível que enquanto a educação digital não for uma das prioridades, a igenuidade na internet será o principal motivo das manipulações on-line como também da disseminação de informações falsas.

Assim, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir o analfabetismo digital. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal juntamente com a Agência Brasileira de Informações (ABIN), fazer um levantamento de todos os sites que propagam fake news, por meio de parcerias com empresas como o Google e Facebook, para conter a sua propagação. Ademais, o Mistério da Educação deve promover nas escolas a semana da proteção virtual, no qual especialistas da área tecnológica irão instruir os jovens de como saber se o que estão lendo é verdade e como navegar com segurança, a fim de que as futuras gerações tenham conhecimento para não serem manipuladas. Outras medidas são necessárias, mas como disse Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na revolução de uma nação”.