A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/04/2021

A internet foi criada na era da Guerra Fria, e foi utilizada pelos Estados Unidos como um instrumento militar, a fim de proteger informações e firmar uma comunicação. Ao longo dos séculos, o universo virtual se tornou um meio de comunicação mundial. Todavia, no Brasil, a navegação pela internet é restritiva, seja por fatores socioeconômicos ou educacionais, desse modo, emerge na sociedade brasileira o fenômeno do analfabetismo digital. Diante disso, é necessário o debate acerca dessa problemática e suas consequências para a população.

A priori, o analfabetismo digital é um problema pautado pelas desigualdades sociais. Conforme o Índice de Desenvolvimento Humano, os estados da Região Sudeste estão em primeiro lugar em uma hierarquia social, enquanto os estados da Região Nordeste estão em último. Dessa forma, as grandes metrópoles, situadas geralmente no sudeste do país, possuem um alto nível de industrialização, e contam com o constante desejo da população por rápidas trocas tecnológicas. Consequentemente, esses lugares gozam de grandes investimentos científicos. Em contrapartida, a dificuldade de aprendizado, e o acesso a esses recursos é precário ou inexistente, majoritariamente, no nordeste do país. Assim, desvela-se o agravamento do acesso ao mundo digital per capita.

Ademais, além da desproporção social, vale ressaltar a falta de investimento tecnológico no âmbito da educação. Segundo o filosofo grego Aristóteles, todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. Sob essa ótica, na atualidade é imprescindível a busca pelo conhecimento computacional. Entretanto, a educação brasileira é leiga, visto que as instituições de ensino não conciliam a importância da modernização e suas derivações. As creches e escolas são um dos primeiros contatos do indivíduo com o exterior, mas, pecam ao não ensinar recursos básicos da tecnologia, que trazem mais praticidade no dia a dia da sociedade.

Entende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de amenizar a problemática do analfabetismo digital no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Educação, invista, por meio de verbas públicas, no ramo da tecnologia, de forma igualitária pelas regiões do país. Com foco nas instituições de ensino, os investimentos irão financiar um projeto, que possui como objetivo assegurar o acesso ao ramo da tecnologia para todos os cidadãos, e por fim, garantir que todos gozem dessa grandeza.