A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/04/2021

No contexto histórico, a tecnologia no Brasil iniciou-se por volta da década de 20 com a chegada do rádio e logo depois com as televisões. Além disso, é evidente que esse meio tecnológico se expandiu por inúmeros territórios e com isso proporcionou grandes avanços e dificuldades até os dias atuais. Nesse viés, uma das problemáticas é o analfabetismo digital podendo se relacionar com a falta de recursos e a ausência de uma pedagogia da área.

Observa-se que na sociedade contemporânea o acesso a tecnologia não é favorável para toda a população, uma vez que vivemos em uma constante desigualdade social. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 46 milhões de brasileiros não usam a rede. Dessa maneira, a falta de recursos como a internet e os aparelhos tecnológicos agregam nos números do analfabetismo digital, ocasionando a falta de meios de comunicação e de estudo para os indivíduos.

Ademais, a população idosa é mais propícia a encontrar dificuldades no ramo da tecnologia e não conseguir fazer o uso adequado do aparelho. Pode-se notar essa dificuldade no filme “Eu, Daniel Blake”, onde o personagem principal depois de sofrer um ataque cardíaco precisa ir atrás de seus benefícios dados pelo governo. Contudo, Daniel passa por diversas dificuldades pelo fato de ser um analfabeto digital, aproximando-se do contexto da nossa sociedade com a ausência de uma pedagogia tecnológica.

Percebe-se, portanto, que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve proporcionar um direito ao acesso a internet igualitário entre todos os cidadãos, por meio da implantação de recursos tecnológicos em todas as regiões do país. Além disso, as emissoras de televisão poderiam organizar propagandas de instruções do uso básico desse meio para auxiliar a população mais velha. Com isso, a questão do analfabetismo digital no Brasil diminuiria e todos alcançariam o seu direito como indivíduo.