A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida no século XX, facilitou o desenvolvimento das áreas de informática e robótica, assim, deixando a sociedade rodeada de tecnologias. No entanto, nota-se que a população brasileira não tem preparo ao lidar com conteúdos eletrônicos, o que resulta no analfabetismo digital. Nesse contexto, a exclusão tecnológica e a falta de educação computacional causam o problema.
Em primeira análise, percebe-se que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 25% dos brasileiros não têm acesso à internet, sendo esses de áreas rurais ou de classe baixa, sobretudo no Norte e Nordeste. Em contrapartida, nas regiões urbanas, 74% está conectado as redes. Dessa forma, a desigualdade socioeconômica do uso de sistemas virtuais de comunicação gera um menor engajamento de pessoas nos processos didáticos quanto à tecnologia, pois ela não é realidade universal.
Ademais, a ignorância sobre as normas de utilização das plataformas digitais levam a dispersão de notícias falsas, incitações de ódio, compartilhamento de dados pessoais de forma ingênua, etc. Consequentemente, a capacidade de atuar de forma segura na internet depende do nível educacional dos usuários. Desse modo, a abordagem sobre o uso é crucial porque, segundo o sociólogo Manuel Castells, um país educado com internet progride.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, deve criar a disciplina de educação digital e ampliar o acesso à tecnologias nas regiões marginalizadas, por meio das escolas e recursos financeiros, para propagar o conhecimento, a fim de diminuir riscos na internet e promover o desenvolvimento do país. Destarte, toda a sociedade terá contato com os avanços causados pela Revolução Industrial.