A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/04/2021

A sociedade moderna se tornou dependente de informações adquiridas por meios digitais, além do maior número populacional do planeta ser totalmente acessível ao que chamamos de “Internet”, que seria a grande plataforma de conhecimento global. De acordo com um relatório elaborado pelo sistema Norte-Americano “We Are Social” e “Hootsuit”, cerca de quatro bilhões e seiscentas milhões de pessoas estão conectadas à “world wide web”, dessa forma, ter acesso não significa que há um total domínio sobre as redes. Como por exemplo a falta de percepção sobre a variedade existente e o uso desnecessário.

A princípio, de acordo com dados apresentados pela instituição “Agência Brasil” os jovens e adolescentes correspondem a oitenta e seis por cento dos usuários que usam a internet no país, a idade varia entre oito e dezessete anos. Enquanto isso dados apresentados pela TIC Domicílios, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.Br) indicam que apenas oito por cento dos idosos brasileiros utilizam computador. Em ambas as ocasiões, em maioria não tem total consciência devida complexidade que foi se estabelecendo com a evolução dos sites e redes sociais, como por exemplo gírias, domínio da pontuação, controle da gramática e conhecer os próprios limites ao entrar em devidos websites.

Por seguinte, o uso da intensivo interweb varia entre, acompanhar vídeos, influenciadores e jogos eletrônicos, porém são em maior número recursos desnecessários e não auxiliam ao processo de aprendizagem e desenvolvimento educacional, sendo tão desfavorável quanto desvantajoso para jovens de baixa faixa etária e principiantes. O filme “O dilema das redes” dirigido por Jeff Orlowski conta exatamente sobre o controle da tecnologia sobre nossas mentes, como as mídias sociais mudam nossa forma de viver. De como nossos dados são apenas produtos para as empresas, isso acontece por conta do fácil acesso que temos sobre tantas mídias.

Dessa forma, pode-se concluir que a partir do momento em que surgem novos utentes, novos contratempos aparecem, a tamanha complexidade, porém de ser facilmente acessível por qualquer um, em multiplicidade não agrega ou beneficia o sistema educacional, e nem de aprendizado. Uma solução seria adotar uma ideia que de certa forma iria “bloquear” a plataforma de entretenimento indeterminada, oferecendo por um tempo variável um método de ensino sobre as limitações da internet, que podem ser atribuídas a qualquer pessoa com pouca experiência profissional, como idosos e crianças. Cujo intuito é cessar ou diminuir a taxa de analfabetismo digital, assim liberando mais conteúdo apropriado com o decorrer do tempo.