A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A internet foi criada em 1969 nos Estados Unidos, pertencente ao seu Departamento de Defesa. A partir disso, o mundo passou por uma revolução tecnológica e nunca mais foi o mesmo. Entretanto, é preocupante o agravamento da desigualdade entre as pessoas que possuem conhecimento sobre tal tecnologia. Tanto pela falta de estimulo de matérias educacionais, quanto pela tendência capitalista dos preços, impossibilitanto o acesso.
Em primeiro momento, devemos ter em mente que no Brasil aproximadamente 30% das escolas não possuem acesso à internet, segundo uma pesquisa do Datafolha, sendo estas escolas 35% pertencentes ao nordeste brasileiro. Dado que, por sua voz, mostra a incapacidade do governo de disponibilizar algo tão comum nas cidades grandes. Afetando diretamente o aprendizado sobre tecnolodia de milhares de habitantes, cujo o uso é tão essencial nos dias atuais.
Ademais, o problema mais agravante e causador direto da falta de acesso, é a desigualdade social criada pelo capitalismo, com seus preços altos demais para a população. Um exemplo claro pode ser demonstrada pela série brasileira da Netflix “3%”. Vemos explícitamente o acesso dos mais ricos - habitantes do “Mar Alto” - à tecnologia e o resto da população, situada na faixa pobreza, que nem ao menos imagina como pode ser usada essa tecnologia exuberante.
Medidas devem, portanto, serem tomadas para que os impasses sejam resolvidos. O Ministério Público, juntamente com o Ministério da Educação, devem providenciar a manutenção da grade de aula das escolas públicas, implementando aulas de tecnologia e informação, diminuindo, assim, o analfabetismo digital no Brasil. E o Ministério da Economia, por sua vez, deverá promover reajustes nos preços dos aparelhos tecnológicos, tornando mais acessível de adquirir pela maior parte da população. Assim, prezamos para um país com menor desigualdade, lutanto para que cenas como de “3%” não se repitam.