A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A tecnologia é um dos recursos mais utilizados atualmente e, cada vez mais, é inevitável se ingressar na sociedade sem ter um celular à frente. Porém, por mais que a ferramenta traga praticidade, algumas pessoas têm dificuldade de entrar nesse mundo cibernético, uma vez que não sabem utilizá-la ou não fazem parte da realidade que esses indivíduos estão inseridos. O problema é ainda maior se pensar que os cidadãos não poderão fazer parte do desenvolvimento socioeconômico do Brasil - ficando, assim, à sua margem - e que a situação, ainda por cima, não respeita os direitos humanos.
No Brasil, ainda se fala sobre o analfabetismo funcional, mas é necessário que outro problema seja também abordado: o analfabetismo digital. De acordo com o relatório anual “The Inclusive Internet Index 2019” feito pela revista britânica The Economist, o Brasil - entre 100 países - ficou na posição 66º na categoria analfabetismo. A colocação demonstra o baixo nível de desenvolvimento e educação digital que o país tem. Em uma sociedade cada vez mais dependente do que a tecnologia pode providenciar, é preciso dar atenção aos que estão à sua margem, gerando uma população mais inclusiva e socialmente desenvolvida.
Além disso, o obstáculo do progresso cibernético desrespita os direitos fundamentais dos seres humanos. No Brasil, além do art. 7º da lei 12.965/14, o qual apresenta que “o acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania”, há um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 6/11, o qual incluirá, se aprovado, a internet no atigo 6º da Constituição Federal - como um direito social do ser humano. A partir disso, é possível inferir na inclinação positiva do Poder Judiciário, reconhecendo o papel importante das redes na vida do cidadão comtemporâneo e lembrando que, sem ela, alguns direitos sociais - o livre acesso às leis do país, por exemplo - estariam defasados.
Em virtude dos fatos mencionados, é preciso que o governo adicione à grade escolar e crie programas de educação e auxílio digital para dar a atenção necessária à esse tipo de problema. Isso será feito com a própria verba do governo, com a escolha de locais, profissionais qualificados no assunto e materiais, equipamentos e recursos que serão utilizados. Ademais, a mídia precisa estimular a adesão aos programas, a fim de que mais pessoas aprendam a lidar com o mundo tecnológico e, consequentemente, a taxa de analfabetismo digital abaixe.