A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/04/2021

O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Sob essa perspectiva, no contexto brasileiro, tal ótica não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital se tornou uma problemática recorrente em todo território nacional. Isto posto, é necessário ações interventivas para conter a questão, a qual é agravada devido não só a desigualdade socioeconômica, mas também pela falta de formação no âmbito educacional.

Nesse viés, convém enfatizar o desequilíbrio social no acesso da sociedade à recursos digitais. Em “3%” série de produção brasileira original da Netflix, revela-se duas sociedades distintas socioeconomicamente : o Continente, uma terra devastada com escassez de recursos, e por outro lado o Maralto, uma região repleta de tecnologia e oportunidades. Por meio disso, pode-se assimilar a ficção com a atual situação do Brasil que apresenta uma cruel disparidade, e faz com que uma parcela da população não tenha familiaridade com o ciberespaço. Dessa maneira, parte do povo brasileiro é impossibilitado de usar tal ferramenta devido sua condição social.

Outrossim, a falta de uma educação formadora é um dos fatores que validam a persistência da problemática. Por conseguinte, vê-se a necessidade do poder público intervir na formação da sociedade. No entanto, enquanto as atenções de outros países já estão voltadas para o analfabestimo digital, o Brasil ainda está em função do analfabetismo funcional, resultando assim em uma maior problemática quando se trata de educação. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus discentes, o entrave tecnologico perdurará no país.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para tal, o Estado deve investir em regiões menos favorecidas socioeconomicamente, para poder proporcionar melhores acessos a tecnologia. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por meio de conciliações entre Estado, escolas e professores, a introdução de novos métodos mais eficazes, e por consequência promover maior demanda de pessoas que tenham acesso e saibam utilizar de maneira correta recursos tecnológicos. Desse jeito, a situação promovida em 3% poderá ser evitada.