A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A internet - criada em 1969 com a função de interligar laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos - é indispensável num mundo tão tecnológico como o nosso. Muitos anos de evolução para chegar nos dias atuais. Apesar dos anos passados desde a criação da internet e dos computadores, muitas pessoas ainda não se adaptaram, não tem acesso ou temem usar a “máquina mágica”, mais conhecida como computador móvel ou pessoal. Por outro lado, essa nova geração está completamente familiarizada com a tecnologia.
Segundo uma pesquisa feita pelo IPEA (Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada) no ano de 2019, 67% da população (acima de 10 anos) possui acesso à internet e, segundo o “The Inclusive Internet Index 2019”, elaborado pela revista britânica The Economist, apesar do nosso país estar na 31° posição no ranking sobre facilidade de acesso à internet e relevância global entre 100 países, ficou também na 66° posição quanto a alfabetização digital.
O alfabetismo digital está muito ligado a pessoas um pouco mais velhas ou que se recusam a utilizá-la, até mesmo para ler um artigo que não esteja em uma edição física de um jornal. Ademais, a máquina, querendo ou não, é complicada para o manuseio, ainda mais para quem nunca teve um contato anterior. Do mesmo modo funciona com as crianças pequenas que já se tornaram submissas das redes, porém o aprendizado é mais fácil quando menor.
Pode-se concluir que, apesar da dificuldade, a internet facilita nossas vidas em um nível muito alto, tanto para buscar informações quanto para a comunicação e, em tempos de quarentena, muitas famílias ficam sem poder falar com os pais, tios ou avós já de idade por não saberem usar um telefone. A ajuda de amigos ou familiares para o aprendizado sobre tais máquinas é fundamental, campanhas podem ser feitas para que mais pessoas tenham acesso a esse recurso.