A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/04/2021
Com o passar dos anos, a tecnologia está cada vez mais fazendo parte de nossas vidas cotidianas, sendo indispensáveis. Mas nem todos têm esse privilégio, muito por conta de suas rendas e, consequentemente, sua falta de dinheiro. E chamamos isso de analfabetismo digital, além daqueles que têm a oportunidade, mas sentem medo de se aproximar e/ou não conseguem entender. Por isso o Brasil está na 31ª posição no ranking geral do relatório anual “The Inclusive Internet Index 2019”, feito pela revista britânica The Economic e patrocinado pelo Facebook, que avalia o preparo, facilidade de acesso, disponibilidade e relevância em nível global.
A realidade de muitos brasileiros é a de não ter a chance de terem um dispositivo eletrônico como um celular ou computador por conta de seu capital muito baixo, impossibilitando de várias coisas. Com isso, não tem como executar algumas tarefas essenciais para qualquer cidadão, como pagar contas, já que os bancos disponibilizam o pagamento via internet, muito útil principalmente agora nessa época de pandemia, onde o melhor é nunca sair de casa. Além de perder auxílios emergenciais e as aulas onlines que as escolas estão oferecendo para seus alunos, sendo que o auxílio é pedido a partir do cadastro num site/aplicativo do banco, o que faz os mais necessitados desse serviço não o receberem.
Outra vertente, é aqueles que possuem mas não estão acostumados ou têm medo de usar a internet. Eles são, normalmente, os mais velhos da família e viveram em épocas em que não existia esse tipo de tecnologia, mas os familiares insistem que usem para ficar mais “ligado” nas notícias, e por isso, não conseguem usar direito e podem cair em golpes. Quem nunca foi chamado pelo seu avô para explicar o que tem que fazer para mexer no celular? E mesmo que eles sejam lentos em entender, temos que ser pacientes e ensiná-los bem para conseguirem fazer sem ajuda.
Por conta disso, uma alternativa de diminuir os analfabetos digitais seria o governo, em condições adequadas, disponibilizar cursos de ajuda no ensino digital para os mais velhos e fazer com que as crianças tenham um contato maior com a tecnologia para além do entretenimento, por meio da escola. Os idosos voltariam para a escola, praticamente, com atividades e lições, enquanto as crianças teriam como se fosse uma aula extra e com muita interatividade. Desse modo, poderíamos ter as gerações futuras sabendo como manusear esses objetos e passar para seus familiares caso venham a ter um celular ou computador.