A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Atualmente, o “mundo digital”, produto do recente fenômeno da globalização, abre inúmeras portas e permite que aquilo que há 30 anos atrás fora considerado impossível não passe de algo pífio. Entretanto, para muitos tais portas permanecem trancadas por conta do analfabetismo digital, fator que prejudica não apenas aqueles afetados mas também a sociedade como um todo.
No Brasil, um dos principais causadores do analfabetismo digital é a intensa desigualdade social pois, há tanto jovens adeptos ao usa da tecnologia quanto há jovens que nem sequer possuem o acesso à qualquer tipo de aparelho eletrônico. Consequentemente, muitos terminam sua vida escolar sem ter contato algum com a tecnologia, em seguida estes encontram grande desvantagem no mercado de trabalho visto que, por exemplo, mesmo que um advogado seja devidamente formado em Direito, este será inútil caso tenha que encarregar-se de seu ofício por meio do “home office”, algo muito comum durante a atual pandemia.
Há também aqueles que não usam a tecnologia de forma correta, tal fato se mostrou de forma clara nas eleições governamentais do ano de 2018 que foram marcadas pela alta disseminação das “fake news” nas redes sociais, de forma simples, eram repassadas de usuário para usuário alastrando a desinformação como um vírus. Os principais alvos são os idosos que, por encontrarem dificuldade em se adpatar ao “mundo digital”, ao invés de serem beneficíados, acabam se prejudicando com a desinformação.
Em síntese, o avanço da tecnologia não representa o retrocesso do analfabetismo digital. Para que tal objetivo seja alcançado é necessario que o ministério da educação implemente a “educação digital” como matéria obrigatória nas escolas públicas brasileiras com o intuito de que, desde a infância, os jovens sejam introduzidos a tecnologia independentemente de sua classe social. Desta forma as próximas gerações gradativamente corrigirão o impasse do analfabetismo digital.