A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 19/04/2021

A informação de uso online é essêncial

Enquanto o mundo avança de forma cada vez mais veloz no campo digital, algumas nações ainda sofrem com problemas crônicos,remetentes aos tempos iniciais da computação social e popular,como certo uso incorreto de algumas ferramentas,e principalmente, o descaso pela segurança e privacidade digital,com o Brasil se enquadrando em tal perfil.

Como noticiado por diversos meios,entre eles,o G1,em janeiro de 2021,houve um vazamento exorbitante de aproximadamente duzentos e vinte três milhões de  números de CPF em território nacional,os quais ainda não possuem qualquer indício de sua fonte,com a ANPD(Agência Nacional de Proteção de Dados)pouco atuando para descoberta deste fator crucial.

Tal acontecimento apenas comprova o despreparo na área profissional desse campo,que além de lidar com pouca infraestrutura,possui falta de mão de obra qualificada,havendo déficit de vinte e quatro mil profissionais na área de TI por ano,segundo dados da associação Brasscom,que prevê a demanda de setenta mil trabalhadores até 2024.

Entretanto,não só o setor especializado sofre com as consequências da baixa instrução e incentivo educacional no espectro digital,o próprio usuário doméstico está sujeito a falhas que podem ser graves.A exemplo, uma pesquisa divulgada pelo dfndr lab aponta que 55% de seus entrevistados já repassaram fake news de forma inconsciente.

Apesar de cada vez mais ocorrer,de forma individual,o instinto de desconfiança por parte de notícias derivadas da internet,ferramentas nomeadas de deepfake conseguem elaborar,criar e disseminar vídeos,fotos ou reportagens falsas,evidênciando a facilidade da manipulação massiva.

Portanto,para solucionar tais problemas,o MEC,em conjunto com a ANDP,devem investir na formação e capacitação de profissionais na área de TI,além de ampliar o conhecimento ao ensino escolar básico,buscando reduzir os danos causados pela desinformação e vazamento de dados,assim,tornando o Brasil seguro a ameaças cibernéticas.