A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Na obra cinematográfica “Eu, Daniel Blake”, após sofrer um ataque cardíaco, um senhor de 59 anos foi em busca de seu direito benefício concedido pelo governo devido às circunstâncias passando por uma avaliação de capacidade física onde foi considerado apto a voltar a trabalhar mesmo sendo desaconselhado por seu cardiologista a retornar ao trabalho, tendo assim o seu auxílio negado, o fato das burocracias serem resolvidas somente pela internet agravou mais a situação, por ele ser analfabeto digital. Em paralelo com uma visão atual, a situação apresentada reflete em grande parte nos dias de hoje. Nesse âmbito, casos de seres sem noções básicas de como usar a internet vem aumentando.
Ainda convém lembrar, que grande parte da terceira idade vem apresentando dificuldades e falta de inclusão nesses meios tecnológicos, resultando-se no que se chama de Analfabetos digital, com esse tipo de inteligência tecnológica avançando cada vez mais torna-se algo mais enigmático e complicado para o aprendizado dos citados, devido a sua época mais jovem não apresentar uma tecnologia tão avançada comparada a época contemporânea. Por outro lado, vale ressaltar a falta de ações governamentais e estimulações aos cidadãos para o adquirimento de aprendizado e sabedoria de como usufruir dessa rede tecnológica para benefício próprio.
Outro fator existente é a falta de acessibilidade e desigualdade em relação a tabela de preços, sendo uma grande capital de investimento para usar a internet e possuir aparelhos eletrônicos, onde somente o cidadão que tiver boas rendas financeiras poderá adquirir esse meio. Segundo pesquisas do TIC Domicílios 2019, três em cada quatro pessoas têm acesso à web, ou seja 74% da população, o restante afirmam não possuir pelo serviço e os aparelhos para utilizar esse serviço estarem muito acima do valor que podem pagar, ou até mesmo acima de um salário mínimo. Vale ressaltar que devido ao capitalismo empresas visam aumentar o lucro, então quanto mais venderem mais aumentaram os preços, consequentemente aprimorando a desigualdade tornando-se impossível pessoas com baixa renda de terem acesso a internet, logo serem analfabetas digitais.
Levando-se em conta o que foi observado, ficam claros os motivos de grande parte da população ainda ser analfabeta digital, havendo medidas a serem tomadas para reverter esse cenário. Para isso, é necessário, ações governamentais que invistam em medidas educacionais de acesso a todo tipo de classes sociais e rendas financeiras para disseminar este problema. Logo vale ressaltar a inclusão das marcas multinacionais que produzem esse tipo de serviço, tentando visar todas as classes sociais, fazendo pesquisas com a média da rendas fixas dos cidadãos para haver inclusão desses mesmos, ao mundo tecnológico.