A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 19/04/2021
O termo analfabetismo digital teve sua criação em 1997 pelo jornalista Gilberto Dimenstein, o mesmo se utiliza ao descrever grande parcela da sociedade brasileira, ou seja pessoas que não sabem lidar com os novos mecanismos proporcionados pelos avanços tecnológicos.
Torna-se difícil entrar neste assunto ao falarmos sobre o nosso país, onde a taxa de analfabetos funcionais (pessoas incapazes de compreender textos simples) foi registrado em 2019 com dados da PNAD em 6,6%, ou 11 milhões de pessoas, infelizmente esses números não me surpreendem pois a educação tem sido negligiciada pelo estado há um bom tempo, como dito na frase inspirada na do grande defensor da edução Nelson Mandela, “O governo não dá educação, porque a educação derruba o governo”.
Sem uma base sólida de aprendizado e a chegada de novas tecnologias torna-se inegável a quantidade de cidadãos que sofrem de analfabetismo digital, seja por decorrência de outros, má condição financeira para ter um aparelho eletronico, dificuldade em poder pagar um wifi de qualidade, e até mesmo falta de tempo para se dedicar a esse novo aprendizado; que não se resume apenas a saber usar as redes sociais, mas há utilizar cada ferramenta do mesmo ao nosso favor quando necessário, ter conhecimento para checar a veracidade de informações, entender seu funcionamento no geral.
A forma mais eficaz de resolver esse problema a longo prazo seria integrando aulas de informática na grade escolar obrigatória elaborada pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular), e a curto prazo investir em cursos de informática, e longas horas de pesquisa no Youtube.