A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 23/04/2021

A internet foi criada pelos EUA na Guerra Fria com o intuito de garantir as comunicações entre os militares. Juntamente com o passar do tempo essa evolução tecnológica viabilizou o acesso a uma farta rede de informações. De maneira contraditória, é possível perceber que, hodiernamente, essa ferramenta inovadora não é aproveitada de forma correta no Brasil, haja vista que impasse ligado ao analfabetismo digital é uma realidade preocupante, seja pela desigualdade social, seja pela deficiência do ensino público.

Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que Karl Marx acreditava que a classe dominante utiliza a miséria e a geração de lucros, para continuar dominando a classe inferior. Diante disso, é notório que os altos impostos cobrados em aparelhos eletrônicos contribui de maneira direta para que populações de baixa renda sejam excluídas digitalmente, já que por não possuírem condições financeiras não conseguem adquirir tais produtos.  Dada essa perspectiva, é inadmissível que esse problema continue a perdurar.

Outrossim, é de extrema importância salientar a ausência de políticas no ensino público em relação ao contato dos alunos com plataformas digitais. Segundo Nelson Mandela, ‘‘a educação é a arma mais poderosa que pode se usar para mudar o mundo’’. De maneira antagônica aos pensamentos do ativista, pode se notar a falta de investimentos em políticas e infraestruturas, na qual coopera para a perpetuação desse obstáculo na sociedade.

Infere-se, portanto, que o analfabetismo digital é um mal para a sociedade brasileira. Desse modo, afim de mitigar as contrariedades causadas é necessário que o governo adjunto com o Ministério da Economia reduza os impostos em dispositivos computacionais com a intenção de que populações de baixa renda possa ter acesso a esses equipamentos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover uma grade curricular com aulas, profissionais capacitados e infraestrutura, com o intuito de preparar  e desenvolver os alunos para essas novas técnicas de digitalização. Pois como dito por Zygmunt Bauman ‘’não são as crises que mudam o mundo e sim nossa relação a elas’’.