A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 27/04/2021

Na constituição de 1988 é assegurado a todos os cidadãos o acesso à educação que visa o pleno desenvolvimento, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Entretanto, observa-se a falta de uma educação que ensine as pessoas a usarem os meios tecnológicos. Dessa forma, o analfabetismo digital mostra-se presente no país, o que indica a necessidade de uma discussão sobre a importância do letramento tecnológico e dos problemas relacionados à omissão desse.

Em princípio, é válido destacar os benefícios gerados pela utilização da internet com qualidade. Nesse contexto, a facilidade em obter serviços e conteúdos a qualquer momento torna a vida das pessoas descomplicada e dinâmica. Nos dias atuais, é praticamente impensável ter acesso a um banco e não necessitar de conta digital, a exemplo do Brasil que está vivendo uma situação de pandemia na qual vários indivíduos precisam de auxílios governamentais acessados, principalmente, por celular ou computador. Além disso, através de um dispositivo com conexão à internet há a possibilidade de usufruir de diversos cursos técnicos proporcionado pelo ensino a distância.

Em segundo lugar, é pertinente ressaltar os empecilhos à alfabetização digital e os prejuízos disso à população. Tendo em vista os direitos garantidos pela carta magna, percebe-se a insuficiência de investimentos em cursos gratuitos para grupos como idosos e indivíduos marginalizados. Nesse sentido, a promoção não tem sido prioridade governamental, o que resulta na exclusão digital e informacional desses indivíduos. Desse modo, a ausência de ensino tecnológico dificulta na inserção e manutenção no mercado de trabalho, fato retratado no filme “Um Senhor Estagiário”, em que o protagonista, Ben, apresenta dificuldade em exercer sua funções, na empresa na qual foi recentemente contratado, devido à falta de conhecimento prévio sobre o meio digital.

Nota-se, portanto, que democratizar a alfabetização digital é fundamental para a cidadania. Logo, o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, deve investir na integração tecnológica nas escolas, por meio de minicursos de informática, os quais devem acontecer no período extraclasse e serem abertos à comunidade, com o intuito de ensinar não só a parte técnica, mas também debater sobre o comportamento no ambiente virtual. Assim, o que determina a Constituição possa ser efetivado.