A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/05/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, segurança e o bem-estar social. Porém, a questão do analfabetismo digital no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Inicialmente, podemos dizer que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Nesse sentido, com o avanço da tecnologia a educação tecnológica está em pauta no mundo todo. No Brasil, devido a falta de infraestrutura nessa área e a ausência de métodos, o resultado é claramente refletido no analfabetismo digital. Como já dizia Kant, “O ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele’’, logo vê-se que se a pessoa fosse ensinada desde cedo, nas escolas a como utilizar ou se proteger na internet hoje em dia o resultado seria diferente. De forma análoga, é nociva na atualidade a falta de de orientação e informação pelo poder público acerca da educação digital.

Além disso, o Brasil é um dos países mais visados para ataques harckers, devido a desinformação do usuário e pelo Brasil ser um dos maiores países do mundo em termos econômicos. De acordo com o levantamento de 2019 da ITU o Brasil é o 70º país com índice de comprometimento com segurança cibernética. Configura-se, portanto, inaceitável um país como o Brasil, com grande termo econômico ter uma legislação ineficiente e com falta de uma boa educação digital.

Portanto, para diminuir o índice de analfabetismo digital no Brasil, medidas são necessárias, como o Ministério da Educação enfatizar a necessidade de que a educação digital comece na infância, nas escolas, para que as crianças  aprendam desde cedo e usem-la posteriormente como uma ferramenta de inclusão e não como um passatempo, o Ministério da Comunicação devem criar novos métodos de ensinamentos na internet, as leis devem ser vigorizadas e o usuários mais prudentes.