A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/05/2021

Com a terceira revolução industrial, o acesso aos meios de informação e tecnologia aumentaram consideravelmente, todavia, nem todos os cidadãos brasileiros possuem acesso a esse recurso. Tal problemática ocorre por capacitação educacional e condição financeira.

Em primeiro plano, o fato da população possuir pouco conhecimento sobre informática agrava o analfabetismo digital. Um exemplo disso são os idosos, que muitas vezes necessitam de ajuda para mexer em um eletrônico ou quando vão ao banco, já que atualmente muitas funções estão sendo feitas por máquinas. Desta forma, é possível citar a fala do filósofo Mario Cortella, “Estamos na era do excesso de informação, mas também de falta de conhecimento”, indicando que apesar da alta taxa de conteúdo, não possuímos entendimento a respeito destes.

Ademais, o direito a inclusão digital está sendo violando, visto que muitas pessoas não possuem condição para comprar um eletrônico e ter acesso a educação e conhecimento prévio da tecnologia. Assim, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seu direito a inclusão digital.

Desse modo, é notório que a capacitação educacional e a condição financeira incentivam o analfabetismo digital no Brasil. Portanto, cabe ao governo, por meio de investimentos em centros educacionais, incentivar o ensino e contato da população com a tecnologia, valorizando o interesse nos meios digitais. Além disso, é preciso que o Ministério da Infraestrutura, por intermédio de parcerias público-privada, construa antenas e instale pontos de Wifi em regiões carentes por todo o Brasil, com objetivo de baratear a internet, com finalidade de inserir essas pessoas na sociedade virtual. Assim, a questão do analfabetismo digital será resolvido.