A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 23/05/2021
Consoante a obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade da sociedade brasileira encontra-se contrária ao que prega o autor Thomas, ao se discutir sobre o analfabetismo digital no Brasil, que evidencia uma problemática na construção de uma país desenvolvido. Sendo, portanto, indispensável discutir sobre a disparidade socioeconômica que inviabiliza o acesso a produtos digitais, bem como da ausência de formação digital no âmbito educacional no Brasil.
Convém ressaltar, a princípio, que o problema econômico da sociedade agravam as situações do analfabetismo digital. À luz dessa questão, é coerente citar o Índice de Gine, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que parcelas da população não tenha acesso ao ceberespaço, contribuindo dessa forma, para exclusão de cidadãos aos usos dessas ferramentas que iria proporcionar uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. Indubitavelmente, é impossivel negar os impactos provocados pela ausência de renda que compromete o acesso democrático da sociedade.
Outrossim, a falta de formação digital na educação brasileira contribui para impulsionar o problema em foco. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisas do jornal G1, somente sete porcento de todas as instituições de ensino básico no Brasil tem aulas voltadas à informática. Diante desse cenário, essa pequena parcela a um grupo de estudantes inviabiliza o ensino amplo digital, no qual isso decorre divido à falta de incentivos publicos para manutenção de infraestrutura que possa ajudar os alunos a se capacitarem para essas ferramentas digitais. Apessar dessa realidade ser evidente no meio social brasileiro, medidas para contribui no desenvolvimento é de suma importância na sociedade.
Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essencial para tal óbice. Sabendo disso, urge que o Poder Execultivo crie, programas em parcerias com empresas de produtos digitais, a comercialização de smartphones a custo acessível, com intuito que pessoas de baixas renda possam ter acesso a tais meios tecnológicos que irá contribuir para diminuir o analfabetismo digital no Brasil. Cabe, também, ao Ministério da Educação (MEC), a criação de projetos de infraestruturação digital nas instituições de ensino, a fim que a grade curricular venham estar empenhadas no desenvolvimento pessoal, no qual irá beneficiar para o acesso e capacitação a tais tecnologia. Feito isso, dados como o exposto pelo jornal G1, não será mais uma realidade na sociedade brasileira.