A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 20/05/2021

Na Revolução Industrial (século XVII), é retratada a situação de dificuldade em utilizar, conscientemente, as novas tecnologias no sistema fabril devido à falta de instrução em como utilizar esses equipamentos e devido à escassez do acesso dessas máquinas pela parte mais pobre da população. Paralelamente à História, no Brasil hodierno, a população encontra dificuldade em utilizar objetos modernos de maneira consciente pela falta da educação digital e pelas diferenças econômicas entre as classes. Desse modo, é necessária a ação do Estado para fornecer a educação digital no Brasil.

Em primeiro plano, nota-se que o analfabetismo digital faz com que os cidadãos tenham dificuldade de utilizar os meios tecnológicos de maneira consciente. Dessa forma, afim ao artigo de opinião exposto no jornal Estado Minas sobre os analfabetos digitais – o qual discorre que a o uso consciente dos recursos digitais é dificultado pela falta de preparo dos usuários da tecnologia nos meios de comunicação -, infere-se que a falta de uma educação digital implica no uso desguarnecido das redes pelos indivíduos. Consequentemente, as pessoas ficam mais expostas ao utilizar as redes sociais porque não tiveram a educação necessária para tomarem ações conscientes no mundo tecnológico. Por conseguinte, é necessário a educação digital para a formação da cidadania digital.

Outrossim, é inegável que a diferença econômica entre as classes sociais é um dos impulsionadores para a persistência da problemática no Brasil. Sendo assim, semelhante ao processo de urbanização iniciado pelas Grandes Navegações (século XV-XVII) - o qual ficou marcado pelo acesso desigual aos desenvolvimentos daquela época pelos setores da população devido às condições financeiras -, percebe-se que a falta de poder aquisitivo influência no processo de educação digital do indivíduo. Assim, os indivíduos não têm acesso as tecnologias ou não a utilizam de maneira consciente porque não dispõem de recursos financeiros necessários. Logo, é mister afirmar a necessidade da melhora do poder aquisitivo desse grupo para uma formação digital.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com técnicos de informática, fornecer a formação digital desde a educação infantil, por intermédio da criação de projetos e a aprovação desse pelo Senado, a fim de capacitar todos os cidadãos para utilizar a tecnologia de maneira consciente e segura. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com os governos estaduais, disponibilizar oportunidades de emprego, por meio da parceria público-privada entre o estado e as empresas, a fim de aumentar o poder aquisitivo das pessoas mais pobres e possibilitar o acesso à tecnologia. Destarte, a adoção de tais medidas, contribuirá para a alfabetização digital no Brasil.