A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 20/05/2021
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI.Fora da ficção, o Brasil do século XXI, demonstrando as mesmas conotações no que se refere ao analfabetismo digital , que inclui não só sabre manusear as máquinas mas também lidar com os meios digitais.Com isso, fatores como a base educacional e a falta de investimento estatal intensificam a problemática.
É relevante apontar, de início, que o problema advém, em muito, da falta de uma educação tecnológica. Segundo o filósofo Shopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo.Nesse sentido, pode-se observar que se as pessoas não possuem acesso à informação seria sobre como utilizar uma tecnologia de forma adequada para fins próprio ou social, sua visão será limitada. Consequentemente, cria-se um ambiente propício para, por exemplo, a propagação de notícias falsas, já que não foi ensinado aos, ter um senso crítico e de desconfiança acerca das muitas informações que chegam para eles nos meios virtuais, contribuindo, dessa forma, para a intensificação e a permanência do analfabetismo digital.
Outrossim, a onibus de um investimento público em disponibilizar cursos corrobora com a perpetuação do problema. Sob a ótica do sociólogo Émile Durkheim , apesar dos meios tecnológicos serem uma realidade fácil para muitos, para outros, a internet e os computadores são difíceis de lidar. como os órgãos superiores não se mostram empenhados em disponibilizar cursos gratuitos para que esses atores sociais possam de fato aprender a manusear e lidar com ferramentas tecnológicas, problemas internos como esses colocam em xeque o bom funcionamento do alfabetismo digital. Portanto, em vista das problemáticas discutidas, exigidas são necessárias para reverter esse quadro.Para que isso ocorra, os órgãos superiores podem, em parceria com o Ministério da Educação, implementar nas escolas o ensino da educação tecnológica, a fim de fornecer informações serias e preparar os obrigação para o meio tecnológico .O governo pode, ainda, destinar uma parte da verba, arrecadada com impostos, para a realização de cursos de informática gratuita voltados para pessoas que possuem dificuldades ou queiram aprender a manusear computadores, para que, assim, o impasse do analfabetismo digital no Brasil possa ser atenuado.