A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/07/2021

Desde o surgimento da internet em 1969, o meio virtual foi considerado por muitos uma terra de ninguém, sem leis que ali governam, e um lugar perfeito para enganar aqueles que pouco sabem do ambiente onde estão. Assim, em um meio virtual aonde se tem pouca informação, mas com muita confiabilidade, é caracterizado o analfabetismo digital, que é extremamente perigoso por duas principais razões: é um lugar repleto de golpistas e de informações falsas.

Em primeiro plano, a rede virtual é um lugar onde muitas pessoas tentam se aproveitar daqueles mais inocentes, os quais, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é na sua maioria composta por pessoas idosas e por crianças. Dessa forma, essa população mais inocente e menos informada, acabam por cair em golpes onde muitas vezes tem um prejuízo tremendo, seja pelo roubo de dados importantes, ou até mesmo diretamente na esfera econômica.

Além disso, as notícias falsas desempenham um papel tão perigoso quanto os golpes, principalmente após a pandemia do vírus covid-19, que se iniciou no Brasil no começo do ano de 2020. Isso é, a propagação de fake news, em cenários como esse, pode colocar até mesmo vidas em risco, propagando formas mentirosas de como, por exemplo, se curar do vírus, ou evitar sua propagação, o que pode colocar a vida de um cidadão desinformado em um grave risco.

Portanto, visto os fatos apresentados, o governo federal, juntamente com o Ministério da Comunicação, deve aumentar o alfabetismo digital por meio da criação de campanhas de conscientização, que irão ensinar para o público alvo, vulgo faixa etárias mais altas e baixas, o que fazer para evitar os perigos da rede virtual. Desse modo, será possível mitigar o analfabetismo digital e, consequentemente, diminuir os crimes nesse meio.