A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/05/2021
A internet está intimamente relacionada com a globalização. Ela vem encurtando distâncias e facilitando a vida das pessoas. Através dela, é possível consultar o banco, conversar e comprar com pessoas do mundo todo, tirar dúvidas, estudar, trabalhar, etc. Com o passar dos anos, a tecnologia se moderniza e tudo vai se tornando mais digital. Portanto, é possível resolver as coisas com apenas alguns cliques, sem sequer sair de casa. Porém, para muitas pessoas, lidar com a tecnologia pode ser extremamente difícil. Porventura pela falta de contato na juventude, ou medo de lidar com algo que está fora de sua zona de conforto. Por conseguinte, elas acabam tendo dificuldade ao tentar se encaixar e resolver problemas que envolvem tecnologia e acreditando em tudo que vêem nas redes sociais.
Nesse viés, o Brasil é um país com pouco preparo digital, o que o torna, inclusive, alvo de hackers. Consequentemente, a população não sente segurança ao lidar com meios digitais. Para muitos, a internet é vista como um mundo completamente novo, distante e inseguro, onde qualquer clique errado pode resultar em verdadeiras catástrofes, como exposição de dados pessoais, por exemplo. Decerto, na maioria dos casos, essa dificuldade se dá devido ao fato do pouco ou inexistente contato com a tecnologia na juventude, considerada a melhor fase de aprendizagem do ser humano.
No contexto da pandemia do novo coronavírus, estabelecimentos e instituições abaixaram suas portas e recorreram à tecnologia para continuar funcionando. Aulas, audiências, cultos religiosos, e até mesmo festas, passaram a acontecer por meio de lives ou vídeo chamadas. Empreendedores tiveram que se revolucionar. Assim sendo, as pessoas precisaram se adaptar e se modernizar a fim de se encaixarem e não serem prejudicados. Como disse Charles Darwin: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que se adapta às mudanças”. No entanto, para muitos, foi um enorme desafio. Logo, uns precisaram da ajuda de outros, mas, ainda assim, muitos acabaram ficando de fora. O auxílio emergencial, por exemplo, foi disponibilizado na poupança digital, todavia, muitos se submeteram às enormes filas nas agências, ou por não saberem manusear o aplicativo, ou por considerarem mais seguro. Além disso, as fake news com relação às vacinas, têm causado resistêcia na população.
Em virtude dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as secretarias municipais de educação implantar salas de computação nas escolas e incluir a matéria de informática no ensino fundamental durante o dia, e, para a população interessada, durante a noite. Nesse ambiente, haveriam instrutores, ensinando a utilizar aparelhos eletrônicos, buscar fontes confiáveis e afins. Dessa forma, as crianças e os demais interessados aprenderiam a usar o meio digital conscientemente e sem medo à seu favor, quebrando esse tabu e combatendo às temidas fake news.