A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/06/2021
A internet, sobretudo a partir da 4ª Revolução Industrial modificou a forma de trabalho, os relacionamentos e a comunicação em um curto período de tempo, tendo em vista sua popularização na década de 1990. No entanto, devido aos avançoes tencológicos, no Brasil, o analfabetismo digital figura um problema a ser enfrentado, já que há a crescente necessidade da inclusão dos dispositivos modernos no ambiente social. Nesse sentido, convém a análise das principais causas e consequências de tal despreparo informacional, como também de uma possível medida de solução.
Primeiramente, a restrição do acesso a determinados grupos economicamente menos favorecidos e a ineficiência da estrutura educacional voltada à técnologia podem caracterizar empecilhos para o uso consciente e inteligente dos dados e também para o aprendizado de programação básica. Nesse segmento, de acordo com dados do jornal Datafolha, 28% das redes públicas de ensino não possuem internet e 55% a possuem de forma ineficiente, especialmente onde estudam alunos mais pobres. Dessa forma, tal minoria é negativamente afetada não apenas pela falta de contato com aparelhos e rede em casa, mas também nas escolas, o que dificulta sua inserção no mundo digital.
Ademais, a falta de instrução pode dificultar o acesso a oportunidades de empregos, estudos e até mesmo a benefícios governamentais. Além disso, como característica da atual Revolução, a maioria dos empregos estão vinculados direta ou indiretamente a computadores. Ainda mais, o há o uso remoto para registro em vestibulares, como pelo site da VUNESP, em vagas de empregos, por exempo o Emprega Brasil, e, recentemente, para o cadastro do Auxílio Emergencial de 2020. Á vista disso, de acordo com o Jornal Nacional, famílias mais pobres tiveram maior dificuldade em se cadastrar para receber a ajuda do governo, já que não possuiam disponibilidade de rede. É visível, portanto, que para o eficiente exercício de cidadania faz-se necessária a amenização até a irradicação do analfabetismo digital no Brasil.
Logo, devido ao desenvolvimento individual ou nacional estar atrelado ao uso de técnologia é primordial a educação básica de informática. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, um dos principais agente socializadores, a inserção da matéria de Técnologias de Informação na grade curricular desde o ensino fundamental até o médio, por meio de aulas teóricas e práticas, palestras sobre a importância dos meios digitais para emprego, por exemplo. Para isso, é necessário o investimento em aparelhos eletrônicos - podendo ser adquiridos através de convênios entre o governo e empresas privadas, já que o aprendizado proporcionará a estas mão de obra mais qualificada. Objetiva-se, com isso, o aumento da inserção digital e sua consequente igualdade de oportunidades.