A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 12/06/2021
Muito se discute sobre a importância do uso da tecnologia para facilitar o cotidiano e torná-lo mais prático, porém no Brasil ainda existem milhares de pessoas que não possuem um conhecimento digital básico. De tal forma, em 1997 o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein criou o termo “Analfabeto Digital” pois entre a década de oitenta e noventa o Brasil já possuía uma parcela considerável da população com acesso a computadores e internet, ainda que a maioria não compreendia como usá-la a seu favor. Portanto apesar de o acesso à tecnologia ser de extrema importância, o Brasil enfrenta grandes obstáculos ao educar a população de forma digital.
É relevante abordar a pesquisa de 2016 feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na qual constatou que 40% da população afirmou não saber usar a internet. De fato os brasileiros estão perdendo mais um meio de acesso ao conhecimento visto que a internet possui uma troca cultural e acadêmica de fácil acesso, assim menos pessoas agregam conhecimento e o acesso às novas tecnologias passa a ser algo elitizado.
Outro fator importante é que o baixo acesso às ferramentas digitais gera a manipulação em massa, segundo o cientista cognitivo, Noam Chomsky. Uma vez que com menos acesso às informações o indivíduo passa a crer em qualquer notícia, Chomsky comprova que muitas mensagens passadas em televisões ou jornais têm o objetivo de neutralizar o senso crítico das pessoas, dessa forma gerando uma sociedade com menos opinião própria. Similarmente uma sociedade capaz de ser manipulada de forma fácil, só aumenta as chances da massa acreditar em notícias falsas, assim estando em constante vulnerabilidade.
Diante dessa problemática fica claro que o Brasil possui recursos para investir em novas tecnologias para a sua população, porém ainda não disponibiliza a educação digital para todos. Faz-se necessário que o Ministério da Educação amplie o acesso à tecnologia nas escolas redirecionando verbas para aquisição de computadores e melhor formação de alunos, uma vez que o acesso às redes facilita o ensino e aguça o senso crítico de cada indivíduo.