A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Na Grécia Antiga, o conhecimento era restrito a uma minoria que possuía riquezas. Isso porque os sofistas, professores da época, cobravam por suas aulas. Da mesma forma, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito a questão do analfabetismo digital. Ainda que a tecnologia seja extremamente importante para propagar o acesso à informação de áreas como saúde e educação, somente uma pequena parte da população sabe utilizá-la maneira correta.
Inegavelmente, os meios digitais ampliaram e facilitaram o acesso à dados essenciais numa sociedade. Segundo dados do IBGE, em 2019, uma era da Internet usada em 83% dos domicílios brasileiros. E dentre os objetivos de acesso à Internet pesquisados, o envio e recebimento de mensagens contínuas sendo o principal, designado por 96% das pessoas. Nesse sentido, é perceptível que grande parte da população com acesso à internet, no entanto será que esse uso está sendo feito de maneira adequada?
Por mais que a internet já está dentro da casa de milhares de brasileiros, a grande maioria ainda não sabe utiliza-la maneira correta, propagando mensagens falsas e não questionando os dados fornecidos. Segundo o conceito “Moral do Rebanho” do filósofo Nietzsche, uma sociedade é totalmente submissa e não questiona nada, apenas segue o que lhe foi imposto. Paralelamente, o analfabetismo digital tem suas raízes em uma sociedade que apenas repassa as informações que lhe foram dadas sem confirmar sua veracidade.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova aulas de informática com professores especializados no assunto, por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos Deputados. Nesse projeto deve constar que todas as escolas devem aderir ao menos uma aula por semana que trate de assuntos como a veracidade das informações adquiridas na internet. Somente assim, será possível que o analfabetismo digital no Brasil seja freado.