A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/06/2021

Os avanços da tecnologia médica têm melhorado a qualidade de vida, o que tem levado ao aumento da expectativa de vida e conseqüente envelhecimento da população. No entanto, ao mesmo tempo, o avanço acelerado dos recursos de tecnologia da informação e comunicação acaba superando a dimensão social, ocorre em uma nova forma de isolamento: a exclusão digital. Esperar à falta de conhecimento e acesso a tais recursos, a alfabetização técnica é um desafio principalmente para a população idosa.

Nesse contexto, os idosos têm dificuldade com novas linguagens e tecnologias e são chamados de analfabetismo digital. Eles existem porque foram desenvolvidos no contexto da história e da sociedade.Neste contexto, a tecnologia está em um nível mais primitivo do que hoje. Portanto, segundo Pierre Lévy em seu livro “Cultura da Internet”, essas dificuldades devem-se principalmente ao fato de a tecnologia digital proporcionar uma nova dimensão da comunicação, convidando os internautas a superar as condições puras de audiência, característica da relação com os tradicionais . mídia, tornando-se colaboradora e co-criadora na Internet. Portanto, não basta conectar o computador à Internet, é preciso saber utilizá-lo ao máximo para melhorar sua cidadania no ciberespaço.

Outro fator que agrava o analfabetismo digital dos idosos é a falta de acessibilidade. A disseminação de novas tecnologias exige um aprendizado contínuo por parte dos idosos para que possa interagir de forma autônoma. No entanto, a deterioração dos sentidos, do movimento e do corpo ocasionada pelo envelhecimento são incapacidades que os afastam dessa realidade. Portanto, grande parte dos idosos tem dificuldade de interagir com a interface desenvolvida atualmente. Se os desenvolvedores se preocupam com a diversidade dos usuários existentes, a rede pode ser mais democrática. No entanto, observou-se que a maioria das tecnologias não seguia como diretrizes de acessibilidade para alcançar essa democratização.

Portanto, pode-se perceber que uma alfabetização técnica dos idosos encontra-se no que se refere ao desconhecimento e falta de acesso a esse grupo de pessoas. Para tanto, é necessário que a comissão municipal da terceira idade promova cursos gratuitos de tecnologia da comunicação, informática e demais avanços tecnológicos de acordo com a Lei do Legado. Garantidos seus direitos, eles serão integrados à vida moderna, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e da autonomia dessa classe social.