A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/06/2021

No filme “Os estagiários” retrata a vida de dois amigos na fase adulta que perdem os seus empregos e, então, tentam conseguir como vagas de estagiários na empresa Google, mesmo eles sendo analfabetos digitais. Embora isso seja a trama dessa obra cinematográfica, essa história se assemelha aos dias de hoje no Brasil, já que, o rápido avanço da tecnologia vem causando uma dificuldade para acompanhar as suas atualizações.

É de fundamental importância destacar o quanto só na última década a ciência teve uma evolução em prol do desenvolvimento da tecnologia, a “Alexa” é um exemplo, sendo uma assistente virtual desenvolvida pela Amazon. Segundo Zygmunt Bauman, “Muita informação não significa sabedoria”, através dessa citação é possível relacionar a população brasileira com a teoria da modernidade líquida, visto que, no conceito do sociólogo, a massa social vive em uma contemporaneidade instável, aonde a internet se transforma cada vez mais em um menor intervalo de tempo. Assim, fica óbvio que com o excesso de acesso à internet tem-se acesso a todas as informações com facilidade, porém não significa que a sociedade passa a ser mais sábia, ainda mais quando se usa de forma impropria esses conhecimentos.

Consequentemente, aquele que não nascerá na geração Z ou Alpha resultará em uma desvantagem quando se tratar do estudo da informática, de forma que prejudique o acompanhamento das inovações, enquanto os jovens são considerados os mais adeptos pelos pesquisadores. No período da Revolução Industrial, por exemplo, para trabalhar nas fábricas foi exigido que os operários soubessem a respeito da tecnologia das máquinas usadas em serviço. Paralelamente, a realidade atual apresenta um problema semelhante ao da época. Logo, essa exigência de conhecimento tecnológico vem afetando o aumento do desemprego em virtude da baixa escolaridade do país.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para diminuir os casos de analfabetismo digital do Brasil, urge que o Ministério da Educação torne, por meio de normas, obrigatório a adição da matéria informática na grade curricular, além de incentivar a ingressão em cursos da área tecnológica para aqueles que já não estudam mais. Somente assim, será possível que haja uma sociedade mais adepta e preparada para a nova era digital.