A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/06/2021
No início do século XXI, desenvolveram-se, no mundo, as chamadas Novas Tecnologias de Informação e Comunicação ( NTICs) aprimorando a forma na qual as relações sociais entre as pessoas ocorriam. Todavia, no Brasil, tais melhoramentos não são integralmente aproveitados, haja vista, pela falta de preparação e de discernimento dos usuários, o iletramento tecnológico que afeta o país. Desse modo, a questão do analfabetismo digital no Brasil demanda enfrentamento imediato.
Diante desse cenário, é válido apontar que os ensinamentos sobre o mundo digital são insuficientes no Brasil. Nesse viés, segundo a Constituição Federal de 1988, o Estado deve promover a capacitação tecnológica dos indivíduos de maneira satisfatória. Entretanto, a legislação é afrontada pelos baixos investimentos no setor de educação tecnológica o que , por conseguinte, forma cidadãos incapazes de usar adequadamente as ferramentas digitais corroborando a existência do analfabetismo digital. Dessa maneira, ao analisar a carta magna brasileira, o Estado deve mudar seu posicionamento urgentemente.
Ademais, o problema do iletramento digital no Brasil é intensificado pela carência de informações que os usuários do mundo virtual possuem. Nesse sentido, na última década, com o advento das redes sociais, plataformas como facebook, instagram e youtube transformaram-se em instrumentos de promoção de notícias e conhecimentos equivocados. Isso é demonstrado quando brasileiros compartilham conteúdos virtuais sem saberem de sua veracidade, logo criando uma corrente gigantesca de mentiras e desinformação no mundo digital, posto que não são instruídos previamente da foma correta sobre uso das redes sociais. Em virtude disso, ao observar a ignorância dos usuários para com os perigos do mundo virtual, o iletramento digital no Brasil tende a crescer.
Destarte, para enfrentar a problemática, a falta de preparo e a escassez de informações são obstáculos a serem superados. Nesse contexto, o Ministério da Educação, órgão responsável por políticas educacionais, deve criar cursos de capacitação tecnológica e oferece-los nos municípios, por meio do aumento de verbas nesse setor, a fim de ampliar o conhecimento e a aptidão digital dos brasileiros, além disso as Secretarias Estaduais de Comunicação devem elaborar campanhas publicitárias que elucidem a população sobre como discernir corretamente as informações nas redes sociais. Só assim, tomando essas medidas, o analfabetismo digital será combatido e as NTICs serão usufruídas integralmente no Brasil.