A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/06/2021
Na série “Better Than Us”, Melhor do que nós, é retratada a vida dos humanos num futuro hipertecnológico. Ao longo da trama, a narrativa revela que o protagonista ainda não se acostumou, e não pretende, com a realidade futurista em que vive, por isso se sente deslocado. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada com a sociedade brasileira do século XXI: as pessoas que não cresceram com gozando do contato com o mundo digital, dificilmente alcançam os avanços feitos pela humanidade.
Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que as novas tecnologias abrem portas. Segundo o relatório “The Inclusive Index 2019”, o Brasil ocupa a 31ª posição, nos ranking dos 100 países que tiveram impactos socioeconômicos positivos, graças à internet. Por conta disso, o país tem cada vez mais empreendedores, que usam os recursos online, como é visto na reportagem do Fantástico, para gerar empregos e fazer a economia brasileira rodar.
Ademais, progresso é inevitável e bem-vindo. No mangá “Chico Bento Moço, nº49”, é apresentado como as máquinas reduzem o trabalho da roça, porém o senhor Bento é adverso ao uso delas, mesmo sofrendo as consequências do árduo serviço, pois é um analfabeto digital. Paralelamente, a charge da Tribuna Amapaense mostra duas senhoras, que não sabem usar o caixa eletrônico. Logo, muitas das pessoas nessas condições possuem certa idade e, por conseguinte, não conseguem ingressar no meio digital.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para reverter o quadro atual. Por meio de aulas com tablets e computadores, em escolas, adquiridos com verbas públicas, o Ministério da Educação (MEC), irá introduzir e/ou ambientar, desde cedo, os alunos mais economicamente vulneráveis, ao ambiente virtual. Somente assim, será possível chegar ao objetivo que se tem em vista: frear a questão do analfabetismo digital no Brasil.