A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/06/2021

Durante a 4ª Revolução Industrial a internet modificou a forma de trabalho, os realcionamentos e a comunicação em um curto período de tempo, tendo em vista sua popularização na década de 1990. No entanto, devido aos avanços tecnológicos, no Brasil, o analfabetismo digital figura um problema a ser enfrentado, já que há a crescente necessidade da inclusão dos dispositivos modernos no ambiente social. Nesse sentido, convém a análise das principais causas e consequências de tal despreparo informacional, como também de uma possível medida de solução da problemática.

Primeiramente, a restrição do acesso a determinados grupos economicamente menos favorecidos e a ineficiência da estrutura educacional voltada à tecnologia podem caracterizar empecilhos para o uso consciente e inteligente dos dados e também para o aprendizado de programação básica. Nesse segmento, de acordo com dados do jornal Datafolha, 28% das redes públicas de ensino não possuem internet e 55% a possuem de forma ineficiente, especialmente onde estudam alunos mais pobres. Dessa forma, tal minoria é negativamente afetada não apenas pela falta de contato com aparelhos e rede em casa, mas também nas escolas, o que dificulta sua inserção no mundo digital.

Ademais, a falta de instrução pode dificultar o acesso a oportunidades de empregos, estudos e até mesmo a benefícios governamentos. Além disso, como característica da atual Revolução, a maioria dos trabalhos estão vinculados diretamente ou indiretamente a computadores. Ainda mais, registros em vetibulares, como pelo site da Vunesp, em vagas laborais, por exemplo, o Emprega Brasil, e, recentemente, para o Auxílio Emergencial de 2020 são efetuados remotamente. À vista disso, de acordo com o Jornal Nacional, famílias mais pobres tiveram maior dificuldade em se cadastrar para receber a ajuda do governo, já que não possuiam disponibilidade de rede. É visível, portanto, que para o eficiente exercício de cidadania faz-se necessária a amenização até a irradicação do analfabetismo digital no Brasil.

Logo, devido ao desenvolvimento individual ou nacional estar atrelado ao uso de tecnologia, é primordial a educação básica de informática. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação, um dos principais agentes socializadores, a inserção da matéria de Tecnologias da Informação na grade curricular desde o ensino fundamental até o médio, por meio de aulas teóricas e práticas, palestras sobre a importância dos meios digitais para emprego, por exemplo. Para isso, é necessário o investimento em aparelhos eletrônicos - podendo ser adquiridos através de convênios entre o governo e empresas privadas, já que o aprendizado proporcionará a estas mão de obra qualificada. Objetiva-se, com isso, o aumentos da inserção digital e sua consequente igualdade de oportunidade.